BLUEZinada! Podcast #013 - Leo Maier e a cena blues catarinense


Episódio XIII: neste mês a BLUEZinada! traz o guitarrista, compositor e cantor blumenauense Leo Maier para contar um pouco sobre sua história, o novo álbum recém-lançado, projetos futuros e a quantas anda a cena blueseira no estado de Santa Catarina.



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Produção e edição por I. Malforea

Dúvidas, críticas, sugestões e outros comentários aqui embaixo ou por e-mail: bluezinada@distintivoblue.com

Todas as opiniões emitidas neste episódio são pessoais e não representam necessariamente a postura da Distintivo Blue ou da BLUEZinada!.

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quarta-feira, 1 de novembro de 2017
Posted by I. Malforea

Stranger Things 2 - Crítica com spoilers


Acabo de assistir toda a tão esperada segunda temporada de Stranger Things, a série da Netflix que fisgou todos pela curiosidade nostálgica e parece grudar ainda mais na mente depois de ontem (27 de outubro). Nunca fiz resenha de séries, mas preciso conversar com alguém e assistir/ler outras resenhas, porém, apenas 24h depois do lançamento isso ainda é muito escasso. Vamos às considerações.

Se na primeira temporada nos deparamos com uma história de suspense pré-adolescente numa cidadezinha do interior dos EUA, Hawkins, com 1400 habitantes e todos os estereótipos que nos foram ensinados em décadas de Sessão da Tarde, agora a coisa parece começar a tomar a forma de um X-Men, com o surgimento da "irmã" da 11 (ou Jane, se preferir). Agora ela aprendeu a usar melhor seus poderes e foi adotada pelo delegado Hopper (David Harbour), o que realmente me surpreendeu, já que só tive algum sinal de ligação real entre os dois no finalzinho da primeira temporada. 

Como é de praxe, as inúmeras referências aos clássicos continuam. Confesso que não gostei da mudança radical quando da viagem da 11 (Millie Bobby Brown) à cidade grande. Primeiro, o fato de uma garota que mal conseguia se comunicar se tornar tão independente de uma hora para outra não me convenceu muito. Tivemos um episódio inteiro como uma "homenagem" a The Warriors (1979), e essa foi a parte que menos me agradou. Tudo bem, eu entendo que ele foi necessário para o que virá no ano que vem, mas eu não senti nenhuma vontade de largar o mundinho de Hawkins durante as duas temporadas. Eu queria acompanhar os personagens que já me eram íntimos, e não saber dos problemas de punks assaltantes.

Outras duas grandes referências aqui não são da década de 80, como se espera, mas também fazem parte da memória afetiva do público-alvo (no caso, gente que era criança nos anos 80 e 90): dos anos 90 temos uma gigantesca referência a Jurassic Park (1993), quando todos estão encurralados nas dependências dos laboratórios (por velociraptores disfarçados de demogorgons-cães) e precisam religar a energia geral. A jornada do Bob sendo guiada por câmeras de vigilância e até mesmo a forma de ligar os geradores é uma viagem no tempo. Falando em Bob (Sean Asty, eterno protagonista dos Goonies), deu pra notar em pouco tempo que seu único destino seria a morte, dada a clara sintonia entre Joyce (Wynona Rider) e Hopper. Apesar de ser um nerd (no sentido "raiz" da palavra) adulto, mostrou-se um personagem carismático e "gente fina", por isso sua morte não poderia ser diferente: digna e honrada.

De 1973 temos a clara referência ao Exorcista quando Will (Noah Schnapp) teve de ser amarrado, dopado e, por fim, "exorcizado" para que expulsassem o monstro que o dominava e colocava a todos em perigo. Poderia considerar um acontecimento à toa, mas o flerte da mãe do Mike (Finn Wolfhard) e Nancy (Natalia Dyer) com o meio-irmão da Max (Sadie Sink), lembrando um pouco American Pie (1999) pelo lado bizarro, mas também lembrando beleza Americana (1999), onde vemos um marido completamente apático e covarde e um casamento claramente infeliz. O Ted Wheeler (Joe Chrest) também lembra muito o George McFly (Crispin Glover) em De Volta Para o Futuro, que provavelmente receberá suas homenagens na próxima temporada, que se passará em 1985. Imagino algo como a dos Caça-Fantasmas (1984).

Concluindo, temos aqui uma clara temporada de transição, e isso é um presente de grego à equipe de produção: sairemos definitivamente do universo pacato e silencioso da primeira temporada para o clima "X-Men" iniciado agora, ou seja: a terceira temporada será a "ame ou deixe" de Stranger Things, onde boa parte do público perderá a empolgação ao ver mudanças mais drásticas no universo da trama. Talvez eu seja um dos que a deixarão, a não ser que nos apresentem algo realmente bem pensado e executado. Espero, de verdade, que isso aconteça.


sábado, 28 de outubro de 2017
Posted by I. Malforea

Distintivo Blue encerra parceria com Brutos Beer

Quem bebeu, bebeu... Foto: Paulo José

Há quase um ano anunciamos, com muito orgulho, o lançamento da nossa cerveja oficial, a Distintivo Blue American IPA, numa parceria com a cervejaria Brutos Beer, de Vitória da Conquista-BA, cidade-natal da banda. Trata-se de uma maravilhosa IPA com rapadura, iguaria típica da região, que nos deixou encantados desde o primeiro contato. Com isso nos tornamos a primeira banda de blues baiana a lançar sua própria cerveja, com uma qualidade excelente e sabor ímpar. O objetivo dessa união de forças era justamente crescermos juntos.

Infelizmente não foi o que aconteceu: após a poeira do oba-oba baixar nos deparamos com inúmeras dificuldades, especialmente em distribuir a cerveja: apesar de fazermos uma divulgação crescente, muitos se queixaram de simplesmente não encontrar o produto com facilidade. Além disso, não era possível a venda pela internet, por não termos embalagens adequadas fornecidas pela cervejaria. Percebemos que a produção diminuiu e que não faria mais sentido investir em divulgação de um produto que dificilmente era encontrado pelo consumidor.

A ideia era simples: nós somos uma banda, que forneceu sua marca e sua capacidade de engajamento para promover o produto, e a cervejaria faria as vezes de... Uma cervejaria: fabricar, distribuir, participar de eventos cervejeiros. Percebemos que teríamos de fazer as vezes de distribuidor, se quiséssemos alcançar os resultados esperados, o que seria inviável e nos desviaria do foco principal: a música. E, mesmo que acontecesse, não teríamos estoque suficiente, já que a produção diminuiu drasticamente, e ainda havia a questão do preço, que se mostrou insustentável: não dá para ser concorrente de seu parceiro, sendo que ele sempre terá a vantagem do preço mais baixo e o poder de fornecer ou não o produto.

Nos primeiros meses desde o lançamento nos esforçamos bastante: fizemos shows promocionais (um deles rendeu até mesmo um bootleg), dedicamos um episódio de podcast ao tema, divulgamos a cerveja em todos os nossos shows regulares e já tínhamos até mesmo uma edição especial da BLUEZinada! pronta para lançamento, dedicada ao tema. Os nossos seguidores em redes sociais se familiarizaram com o belo rótulo e fotos dos próprios clientes em diversos lugares do país, experimentando e curtindo a "imperatriz blueseira das cervejas". Mas... Percebemos um certo descaso com a parceria, que aumentou de forma gritante quando anunciamos as recentes mudanças estruturais da banda.

Pois bem: vivendo e aprendendo. A DB finalmente assumiu que seu conceito de parceria não era o mesmo dos parceiros e decidiu por um fim formalmente a ela. Se você conseguiu experimentar a DB American IPA, parabéns! Temos certeza de que gostou, assim como nós mesmos. Mas... Infelizmente, isso só será possível novamente aos felizardos que conseguirem as últimas garrafas que ainda temos em estoque. E falo de, no máximo, cinco ou seis. Talvez ainda haja alguma em uma ou outra prateleira por aí, mas seria muita sorte encontrá-la.

Mas isso não significa o fim definitivo: decidimos lançar novamente a cerveja daqui a um certo tempo, mas sem parcerias: somos a banda que sempre levantou a bandeira do "faça você mesmo" (DIY) e faremos o que deveria ter sido feito desde o início: fabricação própria, com a cara real da banda e 100% feita de acordo com nossas ideias. Para isso, passaremos um tempo estudando, aprendendo e praticando até, num belo dia, anunciarmos novamente a cerveja oficial da Distintivo Blue, e desta vez sem limitações. Em tempos de crise, o empreendedorismo e a coragem devem sempre falar mais alto.

Por fim, agradecemos a todos os que experimentaram e passaram adiante a mensagem, de forma espontânea, nos enviando fotos, depoimentos e mensagens de apoio. Claro, não é porque rompemos a parceria que as cervejas da Brutos Beer deixaram de ser excelentes. Se você encontrar alguma por aí, recomendamos que experimente. Por sinal, uma curiosidade: os rótulos da American IPA e Irish Red Ale, bem como os textos explicativos foram feitos por nós. DIY! Esperamos retornar de todo esse recesso em breve, com novidades, tanto musicais quanto de outros produtos com a qualidade Distintivo Blue. Continue conosco.
segunda-feira, 14 de agosto de 2017
Posted by I. Malforea

Livro novo na área: The Backseat Music

O livro foi publicado e já está ganhando o mundo

Recebi uma belíssima surpresa agora mesmo: quase um ano atrás, publicamos uma matéria na BLUEZinada! sobre a campanha de crowdfunding para viabilizar a publicação do livro "Blues, the Backseat Music", do jornalista Eugênio Martins Júnior, do Mannish Blog (http://mannishblog.blogspot.com.br/). Relembre nossa matéria aqui: http://bit.ly/2fDTfRx

Pois bem: acabo de receber o livro em casa e fiquei muitíssimo feliz, porque conheço bem as dificuldades em se fazer algo de forma independente no Brasil, sobretudo em nossa área, o blues. À época, a Distintivo Blue também colaborou com a campanha e a sensação de ter ajudado um bom projeto a se tornar concreto só aumenta a nossa alegria.


Agora me resta ler e escrever uma resenha para a BLUEZinada!. Se você ainda não conhece, fale com o Eugênio (link clicável no início do texto) e compre o seu. É a história do blues brasileiro sendo documentada, o que ainda é raro, e necessário. Trabalho de formiguinha, cada um fazendo o possível para manter acesa a chama do blues. Parabéns, Eugênio e todos os que, de alguma forma, colaboraram.


(I. Malforea)
segunda-feira, 7 de agosto de 2017
Posted by I. Malforea

Cronologia do Acaso #72 – Novela (1992) e Giselle (1980), com I. Malforea

Novela (1992), de Otto Guerra
Mais uma participação de um Joe na podosfera, fora do BLUEZinada!: desta vez participei do Cronologia do Acaso, podcast voltado ao cinema independente. Neste episódio, Emerson Teixeira e eu demos indicações de filmes e discutem um pouco sobre questões culturais e mercadológicas do cinema e televisão brasileiros. 



Filmes citados:
Novela (1992) – Assista o curta online
Giselle (1980) – Assista o filme online
O Show de Truman (1998)
Jazz – Um Filme De Ken Burns (2001) – Assista ao primeiro documentário online




sábado, 24 de junho de 2017
Posted by I. Malforea

Luiz Gonzaga: rei do baião, rei do Nordeste


A BLUEZinada! é nordestina da gema. Aproveitando os festejos juninos, importantíssimos em nossa região, nada melhor que relembrar um dos nossos três grandes ícones, criados no século passado: o lendário Luiz Gonzaga. "O matuto que conquistou o mundo" soube, como ninguém, tornar em si um mix de simbologias do nordeste rural e transformar em produto, comparável a outros grandes ícones como Bob Marley ou Elvis Presley. O velho Lua se tornou, desde a década de 40, sinônimo de nordeste brasileiro, se equivalendo às duas figuras sagradas anteriores, Padre Cícero e o cangaceiro Lampião.

No ano passado publicamos, semanalmente, o nosso primeiro especial: Luiz Gonzaga: rei do baião, rei do Nordeste, baseado em meu TCC para o curso de licenciatura em História pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB. Dividido em dez partes, o texto apresenta uma pequena biografia do mestre e o situa como um dos três grandes ícones máximos da região. Apesar de fugir um pouco da nossa temática, o blues, podemos encará-lo como um correspondente brasileiro legítimo e fazer paralelos. A saga de Luiz Gonzaga é digna de todas as homenagens. Leia, conheça, comente, compartilhe por aí e valorizemos juntos o merecido rei do Brasil.






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Posted by I. Malforea

Música autoral e blues no Brasil

I. Malforea é líder da Distintivo Blue e idealizador da BLUEZinada!

Em maio de 2017 um grupo de estudantes do curso de Cinema da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia nos procurou para gravarmos uma entrevista em vídeo: estavam produzindo um documentário sobre um artista local e o foco era a música autoral, por isso buscavam mais artistas autorais para enriquecer o conteúdo. O vídeo era uma atividade de uma das disciplinas do curso, e existia ainda a possibilidade de enviá-lo a festivais de cinema.

No dia 24 do mesmo mês, I. Malforea, vocalista e líder da Distintivo Blue e editor da BLUEZinada! foi até o Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima com dois desses estudantes, Nathan Soares e Jisely Azevedo, mais especificamente na área do palco da concha acústica, onde foram gravadas as partes faladas das CCCJL Sessions da Distintivo Blue e, diante de uma câmera Canon T5i e um gravador Zoom H4n (coincidentemente os mesmos modelos usados pela banda), respondeu durante aproximadamente meia hora, algumas perguntas relacionadas à realidade do artista autoral independente no Brasil.

Historiador de formação, sempre se preocupou em manter um arquivo com tudo relacionado à banda: cartazes, repertórios, entrevistas em áudio e vídeo, fotos, gravações de ensaios, etc. Obviamente, pediu os arquivos de vídeo e áudio da entrevista. Percebendo que tinha em mãos um material interessante, que serviria como conteúdo para o próprio canal da banda e, ainda, talvez ajudar outros artistas a clarear as ideias sobre essa realidade, decidiu editar e publicar a entrevista. O resultado é o vídeo abaixo: um interessante documento, propositalmente sem cortes, para manter a originalidade. A edição consistiu apenas nas melhoria das cores, a mixagem do áudio e a inserção de texto.

O documentário completo ainda não está disponível. Os produtores já o apresentaram ao professor, mas pretendem reeditá-lo para então publicá-lo. Quando isso acontecer, claro que o postaremos aqui.






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quinta-feira, 15 de junho de 2017
Posted by Distintivo Blue - Oficial

BLUEZinada! Podcast #007 - RestGate Blues e a cena blues de Salvador


Episódio XII: Fomos até Salvador para conversar com a RestGate Blues, a banda de blues mais expressiva da capital baiana. Conversamos sobre a história, dificuldades, projetos futuros e a realidade do músico independente no cenário musical da cidade, altamente marcada por estereótipos e estigmas. 


Para ouvir aqui, use o player acima

Para baixar, clique aqui (MP3 96kbps)

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Nanci Nunes - Facebook | Instagram
Átila Caribé - Facebook | Instagram
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Citado no episódio:


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Links importantes:

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Tracklist do BG:




Produção, gravação e edição por I. Malforea

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quinta-feira, 1 de junho de 2017
Posted by I. Malforea

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