Posted by : I. Malforea segunda-feira, 28 de abril de 2014

Sim! Temos humor inteligente e útil no Brasil!
Por I. Malforea


Geralmente sou bem crítico com humoristas, especialmente os que seguem a escola do stand up comedy, que, de uma maneira geral, e em minha opinião (não confunda as coisas: tenho consciência que a minha opinião é só a MINHA opinião, e não uma verdade universal), acabam fazendo o que muitos blueseiros brasileiros fazem: traduzir algo criado nos EUA, de acordo com seu contexto, e fazendo meras "traduções" para o português, totalmente fora de nossa realidade. Bem, aqui não é os EUA, a feliz e oficial terra do bullying. Aqui não temos o hábito de insultar o próximo de maneira tão escancarada e bem-vista como por lá. Sequer temos o velho conceito do vencedor X perdedor, onde o segundo lugar não é medalha de prata, e sim o que perdeu pro vencedor. Logo, a esmagadora maioria dos supostos humoristas do stand-up me são insuportavelmente sem graça e imbecis, pra ser bem sutil. É o que rola com o blues brasileiro, que em sua maioria traz letras extremamente pobres com cantores medíocres, que na verdade são guitarristas ou gaitistas que cantam. Isso em sua MAIORIA. Claro que há boas exceções.

O fato é que, felizmente existem exceções, tanto no BRBlues quanto no ramo do humor. E, neste último, acabo de assistir a uma ótima prova de consciência, inteligência e criatividade, no já famoso canal Porta dos Fundos. A série VIRAL conta a história de um cara que descobre ser soropositivo e resolve avisar suas ex-parceiras enquanto tenta também descobrir qual lhe passou o vírus HIV. Em quatro capítulos de aproximadamente 13 minutos nos deparamos com um pouco da realidade de quem vive este drama: ignorância, pré-conceitos, mitos e situações engraçadas, ou nem tanto. Na verdade o tema é extremamente delicado. Teremos soropositivos, parentes, parceiros, filhos, pais de soropositivos, inclusive soropositivos recém-descobertos assistindo aos episódios. O grande mérito da série, cujo roteiro é do Fábio Porchat, é colocar o telespectador na pele da personagem. Quebra-se aquela sensação de que "esse tipo de coisa só acontece com os outros" e, de repente, passa-se a pensar no que fazer nessa situação, como falar sobre isso com alguém que talvez tenha contraído o vírus e não saiba, e como reagir à sua reação.

Enfim, vale ter a própria experiência e levar como lição de vida, afinal, pode acontecer com qualquer um de nós. Cuide-se!


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